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Manutenção de Bicicletas

Manutenção de Emergência Para Bicicletas

Ao sairmos de bicicleta para uma pedalada curta ou mesmo numa ciclo viagem, o ciclista tem que possuir alguns itens básicos que chamamos de itens de Primeiros Socorros e, principalmente, não só termos esses itens mas, saber como utilizar é importantí­ssimo.


É comum vermos ciclistas que na hora de uma emergência, até estão bem preparados para fazer o reparo ou substituição da peça, pois possuem as ferramentas apropriadas e as peças a serem trocadas EX: (câmara reserva, Power link, cabo de aço, pastilha de freio ETC ), mas não tem a mínima ideia de como usar as ferramentas .

O primeiro item da sua lista de emergência, deve ser uma câmara reserva. Ela deve ser do mesmo tamanho e espessura da câmara que você está usando na bike, e vale lembrar que, existem dois tipos de valvulas: Presta e Schrader, esta também conhecida como bico normal.

As câmaras com válvula presta necessitam de um adaptador para encher em uma bomba de posto de gasolina, por exemplo , ou encaixe convencional.
                   
            Valvula Presta                                  Válvula Shinader 
 
O segundo item da sua lista deve ser a bomba. De nada adianta ter a câmara correta para fazer a troca e na hora de calibrar o pneu você não ter a bomba para a calibração. Se estiver num trecho urbano, você só terá que caminhar até um posto de gasolina mais próximo e pronto, mas se estiver em uma trilha ou durante uma viagem de bike você terá sérios problemas e talvez terá que empurrar a bike até encontrar um socorro.

Existem hoje, vários modelos de bombas que lhe permitem fazer menos esforço na hora de encher o pneu, para que você não perca muito tempo e aproveite ao máximo a pedalada.
Alguns modelos que lhe auxiliam na calibragem ideal atravéz de um manômetro.
Dê a preferência as bombas que encham os dois tipos de válvulas.
 
Outro item que costuma deixar muito ciclista sem terminar o pedal é a corrente, que pode quebrar por uma série de fatores. Grande parte dos ciclistas não sabem, mas a corrente da bike tem um tempo de vida útil, essa durabilidade é menor que o restante da relação, pois ela é responsável por maior parte da força empregada na bike e está presente em qualquer ponto independente de onde esteja a marcha naquele momento.

Os principais fabricantes de corrente (Shimano, Sram, KMC), determinam que as correntes sejam trocadas num período de 700 a 1000 km, não mais que 1000Km, pois  o tempo hábil para que você faça a troca da corrente e o restante da transmissão aceite a nova corrente sem que haja nenhum tipo de rejeição.
Normalmente uma relação comporta até 6 ( seis ) trocas de corrente até que a relação tenha a necessidade de ser completamente trocada ( Corrente, cassete, Pedivela ).

Essa margem entre 700 a 1000 km se deve ao fato de que pode variar de acordo com o perfil do utilizador, EX: do jeito que anda, se a corrente estão sempre limpa, lubrificada, revisada de maneira correta. E a corrente também pode quebrar por mau uso, uma marcha trocada na subida sem alivio de peso, trabalhar com a corrente cruzada, corrente muito suja aumenta o atrito, então, mais uma vez é importante que você tenha condições de solucionar o problema caso ele aconteça, se sua corrente for Shimano o fabricante recomenda que para uma emenda de corrente, seja utilizado um pino de conexão para que o fechamento da corrente fique perfeito, se a sua corrente for Sram ou KMC eles utilizam um sistema de fechos manuais chamado de Power Link.

Normalmente recomendo que, independente da marca da corrente, que você tenha no seu kit um Power Link, porque é  mais fácil de instalar e não requer nenhum treinamento muito prático, os pinos de segurança da Shimano são muito eficientes, mas requerem uma instalação mais técnica, então na emergência pode se colocar o Power Link e após o pedal deve-se levar a BIKE até a sua oficina de confiança e fazer a troca por um pino de segurança.

Lembrando que os pinos de segurança da Shimano e os Power Links tem que ser comprados de acordo com a quantidade de marchas que tem a bike, pois são de largura e tamanhos diferentes os de 21V, 24V,27V,e 30 velocidade.
 
                
            Power link                                                  Pino Shimano
 
Outro ajuste que é de muita importância e que o ciclista pode fazer durante a pedalada,  é a regulagem dos cambios. É muito comum sairmos para pedalar e os câmbios estarem bem regulados e alinhados, e durante a pedalada os câmbios perderem a precisão e muitas das vezes começam a cair dentro dos raios ou para fora do pedivela, dependendo da força da pedalada pode até quebrar os raios ou travar a roda comprometendo o seu passeio, isso acontece por alguns fatores, um deles é que os parafusos de regulagem que limitam os câmbios de irem mais para fora se afrouxam por causa da vibração ou por causa da troca de marchas de maneira errada, permitindo assim que os câmbios passem para além da regulagem inicial que se limita nas engrenagens extremas (maior e menor).

Outro fator que faz com que os câmbios percam a precição nas trocas, é a perda de tensão dos cabos que pode acontecer de maneira natural, porque com o passar do tempo os cabos tendem a perder um pouco de tensão, pois fica constantemente esticado e é natural que afrouxe com o tempo.


A regulagem para que a corrente não caia para dentro dos raios ou para fora das coroas é bem simples, todos os câmbios tem 2 ( dois ) parafusos limitadores que vem com as letras L ( left ) de esquerdo e R ( RIGHT ) de direito, então quando a corrente tiver caindo para dentro dos raios é que o parafuso de regulagem do lado esquerdo estão frouxo, então é só apertar o parafuso de letra L de maneira suave ate que a corrente pare de cair, e se a corrente estiver caindo para dentro ou para fora das coroas é só fazer o mesmo procedimento apertar o ( L ) para limitar o lado esquerdo e o ( R ) para limitar o lado direito, feito isso teste a regulagem girando e trocando de marchas com as mão sem montar na bike, caso fique difíl­cil de engatar as marchas maiores ou menores das extremidades é que os parafusos das regulagens foram muito apertados, ai é só soltar eles um pouco e testar novamente.

Outra regulagem que requer um pouco mais de Habilidade é a regulagem de tensão dos cabos que serve para afinar a precisão dos câmbios, esse ajuste é feito com um regulador que tem no câmbio traseiro, e no trocador de marcha para os câmbios dianteiros, há algumas exceções para câmbios profissionais que ambas as regulagens de tensão são feitas nos trocadores, que é bem simples quando os câmbios estão lentos para subir para as marchas altas é sinal que o cabo deve estar frouxo então tencione os cabos movimentado o regulador no sentido horário, se os câmbios estiverem lentos para descer é porque o cabo esté muito esticado então solte o cabo um pouco movimentando o regulador no sentido anti-horário.


Esses são procedimentos de emergência que você pode fazer durante uma pedalada, caso a regulagem não fique precisa ou como você esta acostumado, após a pedalada leve a bike a sua oficina de confiança e peça para fazer a regulagem dos câmbios, pois ainda existem outros fatores que podem comprometer a regulagem do câmbio EX ( gancheira desalinhada, conduí­te, etc. ).

 
Veja a imagem dos parafusos de regulagem!!!
 
Veja a imagem dos Reguladores de tensão dos cabos.
 
Iremos falar agora de um item de extrema importância, pois de nada adiantaria saber todos os procedimentos acima sem termos as ferramentas para executá-los, então no kit de sobrevivência de todo ciclista não pode faltar um kit básico de ferramentas, que tem que conter um jogo de chaves Allen pois os principais ajustes da bicicleta são com essas chaves, chave de fenda ou Philips para regulagem dos câmbios, uma chave de corrente para a emenda em caso da corrente quebrar como falamos anteriormente, e um jogo de espátulas para a substituição das câmaras furadas.

Hoje e dia existem alguns kits de ferramentas compactos que possuem todas essas em uma única ferramenta.
 
Essas ferramentas e peças reservas podem ser transportadas em uma mochila, ou para sua comodidade existem no mercado bolsas que podem ser transportadas no quadro ou em baixo do selim para aqueles que querem sair para pedalar, mas não querem ter que levar a mochila toda vez que saí­rem de bike.
 
Esse foi um resumo de nossa apresentação, espero ter contribuí­do para que as suas pedaladas, agora possam ser mais prazerosas e aqueles pequenos ajustes, não sejam mais um bicho de sete cabeças e quando acontecer alguma irregularidade ou um pneu furado, seja apenas alguns minutinhos perdidos e façam parte da aventura e não se transformem em algo que possa frustrar o seu passeio.

BORA PEDALAR!!!!!

Por Claudio Sorer

 




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